Os indígenas isolados Kawahiva estão lutando por sua sobrevivência no Mato Grosso. O longo histórico de invasões forçaram esse povo a viver fugindo da violência de madeireiros ilegais e grileiros.
Grande parte do grupo foi assassinado em ataques genocidas ou morreu de doenças trazidas por invasores. Os sobreviventes desses massacres são os indígenas isolados Kawahiva que hoje vivem no território no norte do Mato Grosso. Se sua terra não for protegida, o genocídio desse povo estará completo.
Há décadas a Survival vem pressionando o governo brasileiro para que a terra dos Kawahiva seja demarcada - essa é a única forma de garantir a sua sobrevivência.
Em 2016, depois de intensa pressão de apoiadores em todo o mundo, o Ministério da Justiça deu um passo importante no processo de demarcação do território: publicou a portaria declaratória reconhecendo a terra dos Kawahiva. Porém, desde então, o processo de demarcação se encontra parado devido à intensa pressão de políticos anti-indígenas e do agronegócio.
Dando seguimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal no processo ADPF 991, a presidência da Funai se comprometeu a realizar a demarcação física do território até o final do ano. Mas para que isso seja cumprido, o órgão precisa começar o processo o quanto antes.
A demarcação é mais urgente do que nunca: o governo do Mato Grosso pretende asfaltar a estrada que passa a apenas 20 metros da entrada do território, colocando ainda mais pressão sob a terra indígena.
Aja agora mandando um email para a Funai e outras autoridades do governo pedindo pela conclusão da demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo até o final de 2025.
Seu email será enviado para o presidente do Brasil e autoridades relevantes:
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Presidente do Brasil)
Sra. Joenia Wapichana (Presidente da FUNAI)
Ministra Sonia Guajajara (Ministra dos Povos Indígenas)